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Descrição:
Pierre Jean Oswald, Paris, 1958. In-8º de 106-(4) págs. Brochado. Capas com insignificantes pico de humidade. Miolo impecável e ante-rosto com rúbrica de posse de poeta conimbricense da geração de 60.
Importante título publicado que marcou o nascimento moderno das literaturas africanas lusófonas, reunindo voz anticolonial e o movimento da negritude. Obra publicada na sequência, pouco tempo depois, em 1953, do angolano Mário de Andrade (1928-1990) em colaboração com Francisco Tenreiro, ter dado à estampa, em Lisboa, o caderno Poesia Negra de Expressão Portuguesa, uma antologia de textos de novos intelectuais africanos cujo próprio nome era uma provocação: a africanidade implicava a desestruturação da portugalidade, o que, numa época de ditadura, era no mínimo arriscado fazer, através duma busca de uma nova consciência africana.
Da maior importância literária e de difícil aparecimento no mercado.
Considerado um dos mais importantes ensaístas angolanos do século XX e tendo sido o primeiro africano de língua portuguesa a elaborar textos críticos e estético-doutrinários sobre a poesia africana lusófona, o Ministério da Cultura de Angola decidiu criar o Prémio de Ensaio Literário Mário Pinto de Andrade.
Descrição:
Tipografia Peninsular, Figueira da Foz, 1925. In-8º de 63-(1)-XXXII-XXXVI-VI-(2) págs. Encadernação moderna, meia francesa em pele grenat (sem cantos), lombada com 4 casas assimétricas abertas decorada a ouro com filetes e dizeres sobre rótulo de pele preta. Grandes margens desencontradas e intactas, preservando as capas de brochura. Estas apresentam, alé, de um pequeno restauro, uma ligeira oxidação e algumas manchas marginais.
Exemplar de uma TIRAGEM ESPECIAL em papel de linho , numerada e autografada pelo Presidente da Comissão (José Salinas Calado) para seu uso exclusivo.
Magnífico catálogo de interesse camiliano, não só pela descrição de peças raras pertencentes a diversos bibliófilos, para além das pertencentes ao município da Figueira da Foz, ali reunidas na exposição, mas pela transcrição e reprodução de várias cartas de Camilo, retratos do escritor, fotografias de personalidades e familiares, assim como de locais referidos nos artigos, brazões, caricaturas (Leal da Camara)além da diversa colaboração ensaística e crítica de camilianistas de proa da época, tais como Henrique Marques, Francisco Canavarro de Valladares, Luis d'Oliveira Guimarães, Sanc'lago Prezado, Pedro Fernandes Tomás, Bourbon e Menezes, H. de C. Ferreira Lima, Eloy do Amaral, Cláudio Basto, etc ...
No final da obra, com frontispício e numeração própria, temos o Catálogo da Exposição Bibliográfica e Iconographica - Publicações diversas (Imp. Lusitaan de A. Veiga, Figueira da foz, 1925) e ainda o Catálogo da Exposição Bibliográfica e Iconographica - Especies Iconographicas e autographos (Typografia Peninsular de Gomes Almeida, Figueira da Foz) realizada nos salões da Associação Comercial da Figueira da Foz no dia 16 de Março de 1925. Salientamos o facto das evocações ao 1º Centenário do Nascimento de Camilo, apenas tiveram lugar em Lisboa, Porto, Vila Real, Famalicão e Figueira da Foz
Descrição:
Edições Rolim, Lisboa, 1984. In-8º de 29-(2) págs. Brochado. Exemplar muito fresco, impecável.
Belíssima edição ornado com gravuras de gosto romântico e publicado na colecção A Hora do Lobo.
PRIMEIRA EDIÇÃO ( em 2023 foi reeditado) do sexto livro do autor simpatizante e influenciador dos surrealistas portugueses, foi considerado pela crítica (Manuel Frias) "uma das estrelas mais brilhantes da constelação literária portuguesa - ocultada, tantas vezes pelas nuvens do fácil e do óbvio" com uma escrita hermética, despojada, árida, abstracta e microscópica.
Descrição:
Parceria Antonio Maria Pereira, Lisboa, 1976. In-8º de 137-(1) págs. Brochado. Exemplar muito fresco, impecável.
PRIMEIRA EDIÇÃO do segundo livro do autor. Na verdade é o terceiro título da sua extensa bibliografia, dado ter sido rejeitado pelo autor a sua primeira obra publicada. Publicou o anterior título em 1968 (As Margens) a custas próprias, em edição de autor, mas só seis anos depois publica o presente título, depois de uma longa estadia na Áustria.
Autor simpatizante e influenciador dos surrealistas portugueses, foi considerado pela crítica (Manuel Frias) "uma das estrelas mais brilhantes da constelação literária portuguesa - ocultada, tantas vezes pelas nuvens do fácil e do óbvio" com uma escrita hermética, despojada, árida, abstracta e microscópica.
Descrição:
Edição da Livraria Esposendense, Esposende, 1936. In-8º de 34-(1) págs. Brochado. Belíssima edição com grafismo apurado bem ao gosto art déco "nacional".
Com uma extensa dedicatória autógrafa, datada de Coimbra.
Muito invulgar opúsculo, em que o autor confronta a entrada ESPOSENDE que vem descrita pelo Padre António Carvalho da Costa na sua erudita Corografia Portuguesa e Descripçam Topográfica e repõe alguma verdade história com probidade e conhecimento, explanando baseado em outros documentos. "... Se na época de Padre Carvalho da Costa os dados escasseavam, restingia as suas narrações e não inventava. Era o melhor caminho a trilhar, caminho que ainda hoje deve ser seguido bem de perto e pelo qual ninguém se perder. (...). Incidi só sobre Esposende por me interessar particularmente. ..." (p. 33),
Descrição:
(Imprensa Libanio da Silva entre outras, Lisboa, 1952 a 1953 ). In-4º Conjunto formado por 13 brochuras de 8 páginas cada, ilustradas e preservadas numa cartolina dobrada ao meio, impressa serigraficamente, numeradas de 1 a 19 (com falhas dos números 7 a 12 e 20). Cremos que apenas se publicaram 20 números, entre Março de 1952 e Junho de 1953.
Conjunto da TIRAGEM ESPECIAL LIMITADOS A 30 EXEMPLARES, impressos em papel de qualidade superior, numerados (todos levam o nº 20) e AUTOGRAFADOS pelos artistas expostos na galeria.
As assinaturas autógrafas constantes no conjunto são de: Almada Negreiros, Fernando Lemos, Carlos Botelho, Cândido Costa Pinto, Júlio Pomar, Lima de Freitas, José Augusto-França, Júlio Resende, António Pedro, Valadas Cordiel, Jorge Oliveira e Hansi Stael.
CONJUNTO VALIOSO E DÍFICIL DE REUNIR.
Interessantes catálogos ilustrados que documentam as exposições individuais de alguns dos mais famosos artistas plásticos da época como Almada Negreiros, António Dacosta, Carlos Botelho, Júlio Pomar, António Pedro, Cândido Costa Pinto, Fernando Lemos, Sarah Afonso, Júlio Lima de Freitas entre muitos outros.
Do entusiasmo resultante da exposição de 1952 (Fernando Lemos, Marcelino Vespeira e Fernando Azevedo) na Casa Jalco em Lisboa, é criada a Galeria de Março, surgida em Março de 1952, inicialmente dirigida por Fernando Lemos, cujas preferências estéticas incidiam nos surrealistas e neo-realisas, e por José-Augusto França, cuja direção deixara quando Lemos partiu para o Brasil. A galeria era propriedade do publicitário Manuel das Neves e teve duas sedes sucessivas: na Avenida António Augusto de Aguiar e na Rua D. Pedro V, em Lisboa.
A galeria abre com uma exposição de Almada Negreiros para dar visibilidade a um vasto leque de autores não académicos: os neorrealistas como Júlio Pomar e Lima de Freitas, a surrealistas como António Pedro, António Dacosta, ou abstracionistas como Fernando Lanhas e Jorge de Oliveira. Sarah Afonso, Edgar Pillet, Carlos Botelho, José Júlio, João Hogan, Júlio Resende, Eurico Gonçalves, Menez são outros artistas que expuseram na galeria. " ... Este espaço, embora importante no esforço que fez para a divulgação do abstraccionismo, ora emergente, foi de vida breve (1952-1954), como o tinham sido a pioneira “UP” (1932-1936), de António Pedro e Tomás de Melo (Tom), a primeira galeria de arte moderna em Lisboa, e mais tarde a “Stop”, no início dos anos quarenta. ..:" (CAM, FCG).
Descrição:
Imprensa Académica, Coimbra, 1910. In-º de 277-(1) págs. Brochado, com sinais de manuseamento, sem perda de rigidez estrutural do livro. Miolo muito bem conservado.
O livro reune textos vários colhidos por Francisco Martins de Carvalho [dedicado à Memória do seu saudoso pai Joaquim Martins de Carvalho fundador e redactor do "Conimbricense"], ora do jornal Conimbricense, de que [seu pai] Joaquim Martins de Carvalho foi fundador e redactor, ora de margens e folhas soltas deixadas por este dentro nos livros da sua vasta biblioteca. Os assuntos que aborda passa pela Universidade de Coimbra e sua história, personalidades culturais, acontecimentos históricos, a Carbonária, Camoneana, Inquisição, Maçonaria, bibliografia e bibliofilia, história local de Coimbra, lutas liberais, Miguelismo, José Agostinho de Macedo, etc ...
Descrição:
Escriptorio do Editor, Lisboa, 1858 (1859 e 1866). In-8º de 3 volumes com XI-260-(2), VII-273 & IX-277-(3) págs. respectivamente. Encadernação coeva, meia inglesa em pele côr castanha, lombada de 4 casas abertas, dourada com vinhetas, filetes e dizeres dourados. Aparo marginal generalizado e ocasionais restauros antigos.
PRIMEIRA (e únicas ?) EDIÇÃO da obra completa. Os volumes apresentam cada um deles distintos títulos (Primeiro Volume - FLORES E AMORES; Segundo Volume - RELIGIÃO E PATRIA & Terceiro Volume - IMPRESSÔES E RECORDAÇÕES) e com prefácios especialmente escritos para cada um deles, a partir de lugares distintos (Pedrouços, Campo Grande e Casa da Anta - Maiorca, Figueira da Foz). No final do segundo volume, umas Composições de Sr. F.G. d'Amorim que o auhor refere na advertencia e ainda acoplado um índice manuscrito em papel distinto.
Com uma carta manuscrita datada (10.II.1887) e autografada por João de Lemos (Seixas Castello Branco), junto à pasta do primeiro volume, em que o autor declara ser ressarcido de um montante de dinheiro respeitante à sua colaboração e direcção no periódico de causa absolutista A Nação.
João de Lemos Seixas Castelo Branco (1819 - 1890) nasceu em Peso da Régua e veio morrer na Figueira da Foz . Estudou Direito até 1846 na Universidade de Coimbra, onde fundou e dirigiu o famoso jornal poético O Trovador em que germinou a sensibilidade ultrarromântica portuguesa, e participaram, entre outros, nomes que viriam a caracterizar-se por grande celebridade, à época, como sejam Luís Augusto Palmeirim e José Freire de Serpa. A própria poesia do autor, integrado na Segunda Geração Romântica, comunga do sentimentalismo de raiz lamartiniana, da melancolia, do saudosismo — sobretudo no que à terra natal e à pátria se referia — e do convencionalismo formal — nomeadamente, aos níveis da métrica e da rima — que caracterizaram muita da literatura ultrarromântica. Lemos era presença comum nos serões românticos da Regeneração, nos quais brindava a burguesia presente com poesias elaboradas propositadamente para recitação e canto ao piano. Lemos colaborou ainda em Revista Universal Lisbonense (1841-1859), a Revista Académica de Coimbra (1845-1854), o Prisma (1842-1843), a Ilustração (1845-1846) e o Cristianismo (1843).
A poesia de Lemos é marcada por um lirismo caracterizado de um sentimentalismo exagerado, com evocações nostálgicas da terra natal e da pátria, e marcado por um certo convencionalismo. Foi um dos nomes maiores do Ultrarromantismo onde um forte desequilíbrio no domínio do pensamento, com um predomínio da emoção, da exaltação do espírito, da melancolia se manifesta profundamente levando ao tédio da vida e, consequentemente, ao desejo da morte, ao fatalismo. A natureza chega a ser muito triste e vai até ao tétrico, ao macabro, com fantasmas, sepulturas, ajustando-se ao estado de alma do poeta. Afirma-se o gosto pelo melodrama tão longe do equilíbrio do drama romântico.
Descrição:
Inquérito, Lisboa, 1944. In-4º de XV-315-(1) págs. Brochado. Ocasionais picos de humidade provocado pela qualidade hidrófila do papel, bastante encorpado e poroso. BELO EXEMPLAR inteiramente por abrir, impresso a duas cores, sépia e negro.
Apresenta um poema inédito que ocupa as primeiras XV páginas, seguindo-se a reunião dos títulos mencionados intercalando com belíssimos e igualmente poéticos, reproduções dos desenhos a tinta da china de Paulo Ferreira.
Exemplar de uma tiragem especial em papel encorpado, numerado e rubricado pelo punho de Alberto Serpa, e VALORIZADO com uma belíssima e poética dedicatória de ALBERTO SERPA:
" ... está este volume muito bem nas mãos cuidadosas e amigas de (destinatário) nestes tempos em que a poesia não anda por mãos nenhumas, é isso uma alegria."
PEÇA DE COLECÇÃO.
Descrição:
Inquérito, Lisboa, 1944. In-4º de 257-(2) págs. Brochado, impecavelmente bem conservado, como novo.
Edição definitiva, precedida de algumas notas para o leitor de 1944, com um retrato do autor por Cícero Dias. Nítida impressão a duas cores, azul e negro.
Exemplar de uma tiragem especial em papel encorpado, numerado e rubricado pelo punho de Casais Monteiro.
Descrição:
Folha dobrada ao meio, ao alto, com 19 x 26,5 cm (dimensão final), manuscrita pela frente, em papel com marca d'água D&C Blaux .
Epigrama para a estátua equestre de D. José I, hoje colocada no Terreiro do Paço (Praça do Comércio) em Lisboa, manuscrito em letra caligráfica, assinada por Bartholomeu da Costa (1731-1801), engenheiro militar português considerado o patrono do Serviço de Material do Exército Português. Ficou conhecido por ter sido da sua responsabilidade a fundição da estátua equestre de D. José I em 15 de outubro de 1774, nas oficinas de fundição do exército, e executada pelo escultor Machado de Castro em 1770.
Um epigrama é uma composição poética breve que expressa um pensamento principal e tem uma origem na Grécia Clássica. Este epigrama foi, como era usual, publicamente declamado no território da praça no dia da inauguração da estátua, a 6 de Junho de 1775 (tinha D. José I 61 anos de idade).
PEÇA DE COLECÇÃO.
Descrição:
(Tipografia Mário Contreiras, Lisboa, 1970). Caderno In-fólio impresso em papel "mata-borrão" reproduzindo em facsimile as assinaturas de cada um dos autores incluidos na Antologia. Topo do estojo com ligeira e insignificante mancha de humidade. Alberga em papéis de distintas cores: «A Afixação Proibida»; «Surrealismo e Manipulação»; «Aviso a Tempo por Causa do Tempo»; «Para bem Esclarecer as Gentes…»; «Não Há Morte na Morte de André Breton» e ainda o célebre «Para bem esclarecer as gentes que ainda estão à espera» (Hors-texte colado à badana).
O nosso exemplar, numerado de uma tiragem de 300, é um dos que apresenta a rasura a punho de Cruzeiro Seixas, a tinta de esferográfica azul, a palavra "vapor" e substituido por "pavor".
Dedicatória autógrafa de Cruzeiro Seixas e de Mário Cesariny (organizadores da antologia) ao escritor Afonso Cautela.
Descrição:
Inquérito, Lisboa, 1943. In-8º de 302-(2) págs. Encadernação moderna, meia francesa com cantos em pele, cor grenat, lombada com 6 casas abertas, florões de enfeite e filetes simples dourados, assim como os dizeres, também dourados. Ligeiro aparo generalizado, preservando as capas de brochura. Rubrica de posse coeva no ante-rosto, ocasionais manchas de humidade e ligeira acidez, própria da qualdiade do papel do período da guerra mundial.
Capa de brochura ilustrada por Manuel Ribeiro de Pavia.
PRIMEIRA EDIÇÃO do PRIMEIRO ROMANCE do autor, e um dos mais significativos do neorealismo nacional, considerado pelo crítico literário Álvaro Manuel Machado como escritor e poeta neo-realista de " ... imagens límpidas, sem retórica ideológica (apesar de a ideologia lá estar, no interior da mensagem do texto, sugerindo microcosmo único de beleza natural, a do Alentejo e também de pequenas frustrações sociais quotidianamente sentidas (...) rigorosos do drama de todos e de cada um no combate pela liberdade e a justiça social, paralelo ao sentido rigoroso do espaço que lhe dá forma ..." (Dicionário de Literatura Portuguesa, Presença, 1996, p. 200).
Descrição:
Livraria Fernando Machado, Porto, 1940. In-8º de 149-(9) págs. Encadernação moderna, de primorosamente bem decorada, de forma original e artística, inteira de percalina azul, com elaborados ferros a ouro na pasta anterior. Edição de belíssima execução grafica com impressão a duas cores, azul e negro, ilustrado com vinhetas de pormenores de selos medievais, desenhos do autor das fortificações abordadas, e outros ornatos tipográficos únicos. Aparo generalizado e capas de brochura preservadas, com ocasionais picos de acidez. Miolo limpo e bem conservado.
As fortificações abordadas na obra correspondem aos Castelos de São Mamede (Guimarães), Póvoa de Lanhoso, Ruínas de Faria, Santa Maria (Leça de Balio), Atalaia de Neiva, Santa Maria da Feira, Melgaço, Praça de Monção, Lapela (Valença), Cerveira (Caminha), Castelo de Braga, Muralhas do Porto, Castelo de Gaia, Cidadela de Bragança, Castelo de Chaves, Montalegre, Torre de Giela, Ponte de Lima, Barcelos, Lamego, Trancoso, Viseu, Fortes do Litoral e Pontes Fortificadas.
Obra INVULGAR e de grande beleza tipográfica.
Descrição:
Livraria Morais Editora, Lisboa, 1962. In-8º de 77-(1) págs. Brochado. Preserva a sobrecapa plastificada editorial. Rúbrica de posse no ante-rosto.
PRIMEIRA EDIÇÃO deste belo livro de poesia onde " ... se encontra uma oscilação entre evocações de um espaço mítico (Creta, Babilónia) e do espaço quotidiano da vida real, cheio de solidão e insensibilidade humana."
Descrição:
Imprensa da Universidade, Coimbra, 1921-1930. In-4º de 3 vols. com 626, XXXI-512 e XIV-512-(1) págs. Encadernação coeva, meia francesa com cantos em pele, com lombada de 5 casas fechadas decorada a ouro com ferros corridos (tipo "à la grotesque") e rótulos de pele vermelha, também com dizeres dourados. Corte superior das folhas carminad, estadno as restantes margens intactas. Primeiro volume com ligeiro dano na coifa.
Preserva as capas de brochura. Ostenta um ex-libris camoneano.
Trata-se da segunda edição, revista pelo autor, deste importante trabalho histórico e genealógico.
Descrição:
Livraria Bertrand, Lisboa, 1959. In-8º de 3 volumes com 348-(1), 321-(1) e 349-(1) págs. respectivamente. Encadernação editorial com cartonagem almofadada a verde, gravada a ferros dourados e pigmento negro nas pastas e lombada (sem nervos), com grafismo de João Abel Manta (?). Ilustrado à parte com reproduções, a preto e branco, a partir de pinturas a têmpera sobre cartão (ao todo 30, produzidas entre 1957 e 1959) de Julio Pomar (os originais estão depositados na Fundação Julio Pomar), sendo D. Quixote o tema literário fortemente introduzido no seu imaginário na década de 50. Apresenta ainda um mapa de página dupla, representando uma parte de Espanha que compreende as paragens por onde andou e se aventurou D. Quixote. Não obstante o segundo volume apresentar uma mancha de humidade, que ocupa o canto inferior direito das últimas 100 páginas, este conjunto é muito estimado.
Exemplares da PRIMEIRA EDIÇÃO desta tradução aquiliniana, de uma tiragem especial numerada a rubricada por Aquilino (os exemplares apresentam todos a mesma numeração).
Descrição:
Typographia da Academia Real das Sciencias, Lisboa, 1897]. In-4º de 744-(1) pags. Encadernação meia francesa em calfe (lombada e cantos), lombada com 5 casas abertas, decorada com ferros secos e filetes ondulados a ouro nas nervuras. Rótulo de pele castanha escura com dizeres dourados. Exemplar aparado generalizado. Primeiras folhas com uma ligeira mancha no canto superior direito. MUITO BOM EXEMPLAR..
Primeira parte e única publicada. Trata-se da PRIMEIRA EDIÇÃO de uma tiragem especial de 50 exemplares numerados e impressos em papel especial, encorpado, magnificamente traduzido pela Carolina Michaelis de Casconcelos (Berlim 1854 - Porto 1925) dando assim uma monumental contribuição para os estudos camoneanos, também à custa da sua grande erudição na poesia portuguesa de quinhentos e seiscentos. Wilhelm Storck (1829-1905) foi um grande estudioso e o maior germânico a interessar-se pela literatura portuguesa. O original desta obra fundamental dos estudos camonianos, foi publicada em Paderborn, em 1890. Aqui o autor defende como sendo Coimbra o local do nascimento de Camões em 1524 (aliás o livro é dedicado à “cidade de Coimbra (onde o poeta nasceu e se criou) no sexto centenário da Universidade”). Afirma ainda que Camões não só nasceu em Coimbra como frequentou aí a Universidade, onde terá sorvido muitos dos prolixos conhecimentos amplamente evidenciados na sua obra, antes de, sem acabar qualquer curso, se ter mudado para Lisboa, como afirma na página 150. Esta obra conheceu mais duas edições (1980 e 2011) em Portugal.
Exemplar valorizado por ter pertencido à biblioteca de Paulo Quintela, onde lemos uma inscrição a lápis pelo seu próprio punho " ... este exemplar foi-me oferecido pelo Engenheiro Joaquim Michaelis de Vasconcelos. Coimbra, 10.VI.1940. Paulo Quintela (autografo) ..."
Livro RARO e PEÇA DE COLECÇÃO.
Descrição:
Edição de autor (Soberania do Povo, Editora), Águeda, 1988. In-8º de 191 págs. Brochado, fazendo-se acompanhar de inúmeros fac-similes de documentos, editado por ocasião do centenário do nascimento de Fernando Pessoa. Livro impecável, como novo.
Trata sobretudo da genealogia das familias Pereiras de Araújo e Sousa Camisão, cujas raízes de Fernando Pessoa em Terras da Feira, tem ligações com as famílias Sousas assim como com as de Athaíde.
Descrição:
Typographia Rolandiana, Lisboa, 1786. In-8º de 232 págs. Encadernação coeva inteira de carneira mosqueada. Lombada com 5 casas abertas, decoraçao simples com floreados e filestes dourados e rótulo de pele castanha com dizeres também dourados. Mantem a sonoridade original do papel, fino trabalho marginal de traça no canto inferior direito exclusivo das primeiras folhas. Corte carminado geral das folhas. BELO EXEMPLAR.
Cremos tratar-se da primeira tradução portuguesa do texto francês Dialogo dos Mortos de François de Fénelon (1651-1715) , escrito entre 1700 e 1712, em que o autor opõe duas figuras antagónicas, numa espécie de julgamento post-mortem, onde são revistos e avaliados os actos que ambos praticaram durante a vida. Mais do que uma cartilha para a educação de "um bom governante", pode ver-se nestes diálogos um protesto contra os que dirigem os povos apenas para os explorar, contra os hipócritas que tornam miseráveis as nações para servir o seu orgulho e o seu interesse, contra os que sacrificam as possibilidades de progresso ao gosto da autoridade e da glória guerreira. Sobre a autoria deste texto, o tradutor João Rosado de Villa-Lobos e Vasconcelos (Beja ? - Évora 1786) não faz qualquer referência na sua Prefação indicando no frontspício ser atribuido a um anónimo. Rosado ("filho bastardo de D. José de Bragança"), foi bacharel pela Universidade de Coimbra e Professor Régio de Retórica e Poética, na cidade de Évora. É autor de mais de uma dezena de obras didácticas sobre história e literatura em que se dedica especialmente orientar pais e mestres na educação dos próprios filhos e de discípulos, através de aconselhamentos edificantes que sintetizam regras e interdições.
Biblioteca Nacional, SA 1844 P
Inocêncio IV, 30
Descrição:
Imprensa Nacional, Lisboa, 1887. In-4º de 68 págs. Brochado com manchas de tinta acentuadas na capa anterior e margens das folhas com alguma acidez. Miolo com papel de boa qualidade ( "branco cartonado" ), embora ligeiramente amarelecido, apresenta raros picos de acidez.
Separata do Boletim da Sociedade de Geographia de Lisboa (série 7ª, número 1).
Muito interessante ensaio dedicado à taxonomia, com indicação da especificidade dos animais citados por Camões nos Lusiadas. Identificam-se espécies terrestres e aquáticas de mamíferos, aves, reptéis, insectos, crustáceos, moluscos, vermes e zoofítos.
Exemplar de uma tiragem especial de 150 exemplares, por ocasião do Sétimo Aniversário do Jubileu Camoneano, impresso em papel branco cartonado, numerados e rubricados. Dedicatória autógrafa no frontspício.
Descrição:
Edições ELP, Rio de Janeiro, 1938. In-4º de 73-(1) págs. Brochado. Capas com ligeiros defeitos de manuseamento e ligeira mancha na capa posterior. Papel com amarelecimento próprio do papel empregue neste periodo. BOM EXEMPLAR DESTE NÚMERO que teve circulação condicionada em Portugal pela comissão de censura nacional.
Número onde Fernando Namora publicou um fragmento do seu primeiro romance SETE PARTIDAS DO MUNDO, uns meses antes de ter publicação em Portugal. Este romance de estreia constituiu o diário íntimo e amadurecido de um adolescente, abordando as suas recordações de infância e adolescência, os primeiros amores, as descobertas e os conflitos sociais. Neste número colaboraram ainda os escritores portugueses Abel Salazar, João de Barros, Mário Dionísio, Fernando Namora, Manuel Anselmo e Roberto Nobre.
A revista ESFERA foi editada ao longo de 26 números, entre 1938 e 1944. De periodicidade incerta, divide-se editorialmente em duas fases, com interregno de quase 5 anos entre elas (oito numeros de 1938 e dezoito de 1944 a 1950). A Esfera agregou intelectuais, escritores e artistas opositores à ditadura durante o Estado Novo, à censura e à perseguição aos comunistas. Teve apoio do partido comunista brasileiro e foi veículo de informação das ideias propagadas pela Aliança Nacional Libertadora (durante a segunda guerra mundial) da Liga de Defesa Nacional e de outras associações e organizações antifascistas.
Descrição:
3 postais usados em excelente estado, circulados entre 24 setembro e 8 de outubro de 1918, franqueados com selos tipo ceres de 1 centavo (CE 221, denteado 15x14 ) e 2 centavos (CE 223, denteado 15x14 ) (emissões de 1912 e 1917 respectivamente).
dim.: 14 x 9 cm
Legenda :
1) MONTEMOR-O-VELHO - COSTUMES DO CAMPO
2) MONTEMOR-O-VELHO - VISTA PARCIAL
3) MONTEMOR-O-VELHO - LARGO DA FEIRA E PARTE DO CASTELLO
Descrição:
Livraria Cruz-Editora, Braga, 1925. In-8º de 319 + 6 fac-similes desdobráveis. Encadernação coeva, assinada por Florindo Simões (oficina de Leiria), meia francesa com cantos em pele grenat, lombada de 5 casas abertas com dizeres e filetes dourados de belo efeito estético. Aparo generalizado, rúbrica de posse de antigo professor de vulcanologia da Universidade de Coimbra . ilustrado à parte com fotografias impressas em papel couché representando personalidades da escrita dos círculos de Camilo. Preserva a folha de errata. capa de brochura ilustrada por Mário Leitão.
Bonito exemplar, muito limpo e bem encadernado.
Chama-se atenção para o grande número de facsimiles de cartas autografas de Camilo.
Descrição:
Typographia Occidental, Porto, 1880. In-fólio (formato jumbo) com (2)-28 págs. Encadernação coeva meia inglesa em pele verde escura com lombada de 6 casas fechadas, decoração dourada gótica e dizeres, também dourados. Pastas em skivertex texturado, verde escuro, com molduras lisas gravadas a seco. Preserva as bonitas e enormes capas de brochura impressas a pigmento dourado e bronzeado sobre cartolina cinzenta Guardas em papel lustro verde alface, coevo e com efeito de reflexos, ostentando um ex-libris camoneano.nLombada coçada à cabeça e pé.
PEÇA DE COLECÇÃO não referida na bibliografia especializada, tão pouco nos catálogos livreiros das principais colecções camoneanas leilodas no séc. XX., como tal, consideramos estar presente uma edição bastante rara. Gráficamente de execução superior impressa sobre sobre papel de elevada qualidade, apresenta textos em sete idiomas: português, catalão, castelhano, francês, italiano, inglês, alemão e sueco. Tipografia de fino recorte, com mancha gráfica ladeada por uma belíssima moldura tipográfica impressa a vermelho.
O belo retrato de Camões também ladeado por um pórtico alegórico renascentista, é reproduzido a partir do que foi publicado na luxuosa edição de Morgado Mateus (1816, em Paris).
A iniciativa de publicação desta obra esteve a cargo de Francisco Xavier Esteves (1864-1944) quando tinha apenas 16 anos de idade, sendo sobretudo conhecido pela autoria da Livraria Lello, no Porto.
A colaboração é bastante variada com destacada participação de escritores nacionais e estrangeiros, pela seguinte ordem: Teófilo Braga, Júlio Moreira, Conde de Samodães, Pereira Caldas, É. Littré, Z. Consigliri Pedroso, Mendes Leal, Guimar Torrezão, Carl von Reinhardstoettner, Rangel de Lima, Ferreira de Mesquita, A. E. Nordenskiöld, João de Deus, F. Pelay Briz, Alberto Pimentel, Serpa Pinto, Robert Avé-Lallemant, Joaquim de Araújo, Miguel de Lemos, Victor Hugo, Christovam Ayres, Júlio de Matos, Benigno Joaquim Martinez, Reis Damaso, D. Agua de Valldaura, R. Frias, Augusto Coelho, Benedetto Cairoli, Rangel de Quadros, Enrique Sepúlveda y Planter, Manuel Emídio Garcia, Pere Clapés y Trabal, Oliveira Martins, Teixeira Bastos, E. d'E., A. Luso, Bulhão Pato, Timoteo Domingo Palacio, António Feijó, F. Adolfo Coelho, Wilhelm Storck, F. J. Patrício, Alfredo Carvalhaes, Artur Marsiera y Colomer, J. Leite de Vasconcelos e Diogo de Macedo.
Não referida pela Biblioteca Nacional.
Inocêncio XV-145.
PLANOR - Plano do Património Bibliográfico Nacional de Obras Raras (Brasil) refere a existência de um exemplar desta obra.
Descrição:
Editores Fernandes & Cª., Lisboa, 1931. In-4º de IV-478-(5) págs. 5 desdobráveis em extra-texto + 2 folhas em extra-texto. Encadernação moderna, meia inglesa em peel grenat com dizeres dourados na lombada.Profusamente ilustrado a preto e branco e a cores com as marcas a ferro das coudelarias portuguesas e espanholas e com mapas desdobráveis. Ligeiro aparo marginal e assinatura coeva de posse no frontspício.
Ostenta uma dedicatória autógrafa. 2ª edição preferida à primeira pelos importantes acrescentos e destinada a promover o melhoramento e ressurgimento das raças cavalares em Portugal e a servir de manual para os militares que faziam parte de Comissões de remonta é um importante e minucioso retrato da situação das raças cavalares na Península no início do Século XX.
A obra apresenta uma extensa descrição das principais raças cavalares espanholas e portuguesas, descreve a organização, composição e regulamento dos serviços de remonta do exército espanhol e do exército português, transcreve partes do regulamento de remonta do exército português, regista o tipo de alimentação dada aos animais pelo exército nacional, as marcas a ferro de Portugal e Espanha.
Descrição:
Coimbra Editora, lda, Coimbra, 1945. In-8º de 63-(1) págs. Brochado, impecável. Rúbrica de posse coeva no ante-rosto, de poeta da geração coimbrã de sessenta. Miolo impecável, muito bem conservado.
PRIMEIRA EDIÇÃO do segundo livro de poesia do autor, publicado num ano de significativo frémito mundial e que Oslavldo Silvestre considera ser " ... ao lado de Alcateia, o ponto mais alto do seu empenhamento político, constituindo na sua obra como que um díptico proletário em que encontramos temas, tópicos e mesmo personagens recorrentes ...".
A obra remete-nos aos difíceis tempos vividos pelo regime fascista então vigente. Um livro impregnado de revolta, e sobretudo de sensibilização pela pobreza que imperava em Portugal em geografias rurais menos favorecidos. Uma pátria maternal aqui representada pela "Mãe Pobre" que aclama por um despertar através da incitação à acção ...
Laureano Barros, 4064.
Descrição:
Na Officina de Vicente Alvares, Lisboa, 1611. in-8º de (7)-130 ff. Encadernação séc. XVIII, inteira de carneira, decorada nas pastas com bonito efeito simétrico à custa de finos e controlados salpicos de soda cáustica (técnica antiga). Lombada com 5 casas abertas, decorada a ouro e rótulo de pele cor de mel, também com dizeres dourados. Aparo marginal muito ligeiro, mantendo boas margens, restauros e trabalho de traça marginal, sem afectar mancha tipográfica. Restauro na última folha com pequeno fragmento texto reproduzido por fototipia (séc. XIX ?). Última página com rubricas de posse coeva e carimbo a óleo de extinta biblioteca antiga. Trabalho de traça no festo, sem prejuizo da mancha tipográfica, entre a folhas 118 e 129. Apesar dos defeitos apontados, bonito exemplar de um livro de grande raridade.
Última página com uma bonita xilogravura representando a estigmatização de S. Francisco.
É considerado um clássico da literatura de viagens portuguesa e muito importante relato da viagem de regresso da Índia até à Ilha de Chipre,ocorrido entre 1605 e 1606. Constitui a obra um repositório de descrições de índole etnográfico, histórico e religioso. O livro foi dedicado à Rainha de Espanha e de Portugal, Dona Margarida de Áustria, e é considerado um clássico da literatura de viagens portuguesa.
Segundo Inocencio, " ... este livro é escripto com elegancia, boa ordem, e varia erudição, principalmente historica e geographica ...". No capítulo 22º, o autor promete uma segunda parte da obra que não chegou a ser publicada. Obra não referida pelos bibliógrafos Samodães, Palha e Auverman.
OBRA VALIOSA E MUITO PROCURADA
Ameal, 2166 (Livro interessante e de muito merecimento a varios motivos: incluido na lista dos nossos livros antigos considerados clássicos, e por isso duplamente estimado, mesmo até no estrangeiro. Edição primeira a mais prezada dos bibliofilos. Os exemplares são presentemente MUITISSMO RAROS.)
Ávila Perez, 7038 (exemplares da maior raridade)
Brunet (ed. 1843) IV, p 193 ( ... cet ouvrage est devenu fort rare ... )
Inocêncio, III -124 (esta edição é desde muitos annos tida em conta de rara)
Monteverede, 4884 (raríssimos)
Palau, 290134
Salvá, 3818.
Sousa da Câmara, 2850 (... os exemplres são presentemente muitíssimos raros ...)
Ernesto SOARES (História da Gravura Artística, Tomo I, p.382, 1375)
Descrição:
A. Quantin Imprimeur-éditeur, Paris, 1880. In-8º de XLV-221- (2), 2 retratos. Encadernação moderna inteira de pele azul com decoração dourada nas pastas (dizeres emoldurados com filetes e cantos vegetalistas) e lombada, ao longo de 6 casas fechadas, com rótulos de pele castanhas, também douradas com dizeres. Preserva capas de brochura e respectivas badanas, corte superior brunido a ouro fino e seixas douradas. Ostenta um ex-libris no vderso da pasta anterior.
Exempar de uma edição especial limitada a 50 exemplares impressos em papel da China, numerados. Ao contrário do referido na bibliografia especializada, nenhum outro exemplar é referido com duas gravuras reproduzindo o busto de Almeida Garrett, gravados por Boulard fils a água forte.
As notas ocupam as páginas 167 a 221. A tardução é feita em prosa.
PEÇA DE COLECÇÃO.
Conde de Ameal, 59 (tradução muito apreciada e formosa edição)
Monteverde, 98.
Descrição:
Jackson and Lister, Oxford, 1778. In-4º de (4)-CCXXXVI, 496 págs..: 1 gravura + 1 mapa desdobr. Encadernação séc. XIX (?) inteira de carneira, com efeito arbóreo à custa de pigmento vermelho e carmim sobre carneira. Lombada de 6 casas fechadas, com rótulo de pele castanha escura com dizeres dourados. Pastas e seixas com dourados, guardas em papel antigo marmoreado em tina manual. Ligeiro aparo marginal, leve acidez e encadernação com patine espongeada. BELÍSSIMO EXEMPLAR com ex-libris no verso da pasta anterior.
Trata-se da segunda edição da tradução, preferida à primeira de 1655, da responsabiliade de Richard Fanshaw , pelos acrescentos na Introdução e no canto VII (“Enquiry into the religious tenets, and philosophy of the Brahmin”, de pp. 303 a 332. ) da autoria do célebre tradutor Julius Mickle, ilustrada com uma água forte alegórica junto ao rosto e um mapa desdobrável, descrevendo a viagem de Vasco da Gama.
W. Mickle (1734-1788), poeta escocês, natural de Langholm, foi o segundo tradutor d' Os Lusíadas, mais de um século depois de Richard Fanshaw, em 1655. Com esta tradução, teve Mickle enorme sucesso proporcionando-lhe fama e retorno financeiro. Ele esteve em Portugal em 1777 com direito a recepção régia. Esta segunda edição (a primeira data de 1776), sofreu algumas adições, em relação à primeira em que foi ainda, além dos aspectos acima referidos, foi introduzida uma dissertação a seguir ao canto VII.
José do Canto, 317
Monteverde, 879 (refere ser RARA)
Descrição:
Por Mateo Fernandez, Madrid, 1659. In-8º de XII-182-(2) ff numeradas pela frente. Encadernação da época inteira de pele, com defeitos na coifa e lombada com ligeiurs falhas de pele. Vestígios de rótulo gravado. Pequeno trabalho de traça marginal, sem prejuizo de leitura. Corte das folhas carminado, com margens curtas. Na obstante dos defeitos apontados e das folhas com ligeiríssima acidez, corresponde a um muito bom exemplar.
Trata-se da EDIÇÃO ORIGINAL desta clássica e muito influente obra da literatura espanhola do século XVII, de caracter devocional, hoje muito apreciada. Em portugal conheceu duas traduções, uma em 1682 (por P. José Manuel de Faria Manuel) e outra em 1806 (por D. Antonio d'Anunciação Avelino).
Obra publicada no ano do falecimento do autor, tendo sido republicada em Lisboa na tipografia Officina de Henrique Valente de Olivera em 1660, em Zaragoça (1661), em Barcelona (1683) e Madrid (1773).
O autor (1600-1659) foi Bispo de Puebla e de Osma, tendo publicado várias obras de Historia e de Teologia.
Inocêncio I-87 & IV- 315.
Exemplares na Biblioteca Miguel Cervantes e BN (R-23491-P)
Descrição:
Tipographia de Raffaello Giusti, Livrono, 1897 - edição de Antonio de Portugal de Faria.
In-4º de 46 págs. Brochado. Ocasional foxing disperso. Capas com alguns sinais de manuseamento.
Em separado retrato de Camões, reprodução fotográfica do navio Adamastor em Livrono, estampa com fotografia de grupo dos editories do episódio do Adamastor e um fac-simile da gravura que acompanha a tradução dos Lusiadas por Carlo Antoni Paggi (edição de 1658) além do fac simile da assinatura de D. Catharina de Athayde, por quem, diz a lenda, se apaixonara o egrégio poeta. Das páginas 12 a 30 decorre em simultâneo, de um lado tradução do Adamastor por Italiano Adriano Bonaoretti e do outro o episodio extraído dos Lusiadas.
Tiragem especial em papel de qualidade superior limitada a 192 exemplares, com ornatos tipográficos a duas cores, letras capitulares a vermelho, simbólicos do número de versos do Episódio a partir "... da proposta de Joaquim de Araújo para que em memoria de tal sucesso e de tão affectiva reunião das estrophes esculturaes em que o grande epico Luiz de Camões fundiu em bronze a gigantesca criação do "monstro horrendo" ...".
Edição dos sonetos do episodio Adamastor publicada para comemorar a construção do cruzador com mesmo nome, nos estaleiros navais dos irmãos Orlando em Livorno. Esta embarcação portuguesa foi paga por subscrição pública do povo português. Descreve ainda a construção e as várias cerimónias no navio.
Inocêncio XX, 260.
Descrição:
Imprensa Nacional, Lisboa, 1893. In-8º de (8)-851-(1) págs. Encadernação artística assinada Dosil-Porto inteira de pele azul, com cercadura simples dourada em ambas as pastas, lombada com 6 casas fechadas, decoração vegetalista com ferros de canto e florão central, e ainda com dizeres também dourados. Cadernos todos por abrir, com apenas ligeiríssimo e insignificante aparo, sem afectar o efeito das margens "jumbo", desencontradas. Ostenta um ex-libris de camoneano portuense. Preserva as capas de brochura (ligeiramente empoeiradas) pontualmente com restauro marginal. Exemplar MUITO LIMPO, com miolo quase pristine.
- EDIÇÃO DE LUXO, de elevado primor na execução gráfica, com frontispício e letras capitulares impressas a duas cores, a negro e vermelho, ricamente adornada com cabeções de enfeite e florões de finissimo desenho.
- Exemplar de EDIÇÃO ÚNICA e da tiragem numerada de 30 exemplares em papel-de-linho-portuguez (azul) pertencente, por atribuição do autor, à escritora MARIA AMÁLIA VAZ DE CARVALHO.
Obra constituída por trinta e quatro (XXXIV) endechas (estrofes de quatro versos), seguidas das respectivas traduções e antecedidas por um Preâmbulo. De págs. 271 em diante: ENDECHAS A BARBARA ESCRAVA — Texto Camoniano e Traduções: TEXTO PORTUGUEZ DE LUIZ DE CAMOES seguindo-se as 117 traduções em línguas e dialectos distintos (ver na secção "observações deste verbete a autoria das traduções, assim como os respectivos idiomas e dialectos). De págs. 781 seguem-se «Páginas Appendiculares»; «Index-Summario das matérias»; «Índice Onomástico das pessoas e das entidades mythologicas neste livro citadas».O poema aqui referido - Pretidão do Amor -, encontra-se quase no fim do livro Rhytmas de Lvis de Camões (1595) no fólio 159 (de 166). Todo o livro, nos seus géneros poéticos canónicos (sonetos, canções, etc.), enaltece uma figura feminina de classe aristocrática, elogiada pela sua brancura de neve e pelos seus cabelos louros. Mas no fólio 159, porém, deparamos com uma figura feminina bem diferente a quem Camões dedica estas endechas e a mulher por quem ele se declara apaixonado é negra.
Segundo Brito Aranha ( Diccionario Bibliographico Portuguez, tomos XX e XVIII, Imprensa Nacional, Lisboa, 1911 e 1906) "... a impressão d'este livro começou a 10 de junho de 1893, commemorando o 313.º anniversario do passamento de Luiz de Camões, e finalisou em 31 de dezembro de 1895, commemorando-se tambem por esta fórma a empreza do livreiro-editor Estevam Lopes em mandar imprimir no prelo de Manuel de Lyra, em 1595, pela primeira vez, as Rhytmas de Lvis de Camões ...".
Frederico Lourenço considera, Pretidão de Amor ser um poema onde Camões salienta o estatuto de pessoa escravizada " ... mercê do seu amor por uma escrava, ele incorpora a identidade da amada como pessoa escravizada e define-se a si mesmo como escravo ...".
Xavier da Cunha (1840-1920) foi conservador da Biblioteca Nacional de Lisboa, foi ainda escritor, poeta e bibliógrafo. Publicou poesia lírica sob o pseudónimo de Olímpio de Freitas. As suas obras foram compiladas num volume, em 1910, com prefácio do próprio. Pretidão de amor é uma das suas obras mais conhecidas.