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Livraria Bertrand, Lisboa, 1936. In-8º de XXIV-302 págs. Encadernado inteira de pano estampado a flores, com rótulo dourado com dizeres na lombada. Ligeiro aparo generalizado, sem capas de brochura. Assinatura de posse no frontispício.
PRIMEIRA EDIÇÃO com uma dedicatória autógrafada no ante-rosto.
O Galante Século XVIII «é um testemunho animado acerca dos costumes, ambiente religioso e social do tempo». «Porque o século XVIII, frívolo, fradesco, galante espadachim, supersticioso, trabalhado já pela inquietação, decorre luminosamente das folhas do periódico (fascículos mensais para o Discours Pathétique), embora escritas a trouxe-mouxe, bifadas a este e àquele autor algumas vezes, tentámos a sua monda» (Aquilino Ribeiro).
Divide-se O Galante Século XVIII em cinco partes: 1) «Amor e Amores», e é como que um tratado da vida erótica redigido por um D. Juan que acaba em devoto da vida conjugal; 2) «Fidalgos e Fidalguias» e constitui um anedotário e uma virulenta crítica da mania aristocrática; 3) «Tradições, Crenças e Fanatismos», descrevendo a hipocrisia de certos costumes mascarados com a capa da religião; 4) «Belezas e Beldades» com graça amável e irónica, 5) «Médicos, Charlatães e Mezinheiros» denunciando a ignorância e a filáucia que neles descobre.