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DECIMO SEXTO REY DE PORTUGAL, COMPOSTO POR D. MANOEL DE MENEZES, Chronista mor do Reyno, e General da Armada Reál, &c. PRIMEIRA PARTE, Que contém os sucessos deste Reyno, e Conquistas em sua menoridade. OFFERECIDA Á MAGESTADE SEMPRE AUGUSTA DELREY D. JOAÕ V. NOSSO SENHOR.
Na Officina Ferreyriana, Lisboa, 1730. In 4º (22)-392 págs. Encadernação coeva inteira de carneira mosqueada, decorada na lombada com 5 nervos, a ouro em casas abertas com florões vegetalistas e filetes duplos, e rótulo de pele laranja também com dizeres dourados. Cantos ligeiramente amassados. Pertence manuscrito antigo de instituição extinta. Papel conservando a sonoridade original. Miolo muito limpo em excelente estado de conservação.
Embora tenha saído sob o nome de Manuel de Menezes, foi escrita por José Pereira Baião (Borba de Morais, I, p. 57).
A segunda parte da obra é rarísisma, e segundo Inocêncio, conheciam-se à época apenas três exemplares, sendo dois em mãos de particulares, tanto de que há notícia. Tal facto se deve terem sido destruídos antes se colocarem à venda, por ordem da Academia Real de História.
Autoria da obra é atribuiida por Barbosa Machado a José Pereira Bayão, mais tarde confirmada pelo bibliógrafo Inocêncio.
Trata-se de uma Crónica recheada de interessantes documentos para a história das possessões ultramarinas durante o terceiro quartel do séc. XVI assim como uma importante obra para o estudo do reinado de D. Sebastião e do Sebastianismo.
MUITO ESTIMADA, RARA E VALIOSA.
Ameal, 1746
Azevedo Samodães, 2384
Barbosa Machado, III-310
Borba de Moraes,
Inocêncio, V-96 & VIII-163
Monteverde, 4041
Pinto de Matos, 446
Sousa da Câmara, 2190
(não mencionado em Ávila Perez)
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As páginas preliminares contêm além da dedicatória ao Rei, uma dedicatória ao 4º Conde da Ericeira, D. Francisco Xavier de Meneses, prólogo, aprovações do P. Manuel da Consciência, de Fr. Boaventura de São Gião, do 4º Conde da Ericeira, licenças, índice e erratas. Contém a crónica dos primeiros anos do reinado de D. Sebastião ocorridos durante a sua menoridade.
José Pereira Bayão (1690-1743) terá vivido em Penacova até ter ido para Lisboa estudar, onde ingressou na vida eclesiástica em 1722. Estudou Matemática e Teologia mas foi como cronista/historiador/hagiógrafo que mais se evidenciou.
Publicou várias obras e escreveu Ruy Barbosa de Oliveira (1849-1923), prestigiadíssimo intelectual brasileiro, que Pereira Baião " era tão profundamente instruído na historia portuguesa, que referia todos os sucessos de que ela se compõe sem abrir um livro, podendo restitui-la de memória, se se perdesse ”.