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Editor proprietário Francisco Arthur da Silva, Lisboa, 1880. In-8º de 231 págs. ilustrado em separado. Encadernação coeva, inteira de carneira flamejante, lombada lisa e decoração vegetalista em casas abertas com filetes triplos alternados e rótulo de pele vermelha com dizeres também dourados. Antigo carimbo de posse na folha de guarda, indicando proveniência insular de Cabo Verde. Ligeiro aparo marginal, como habitual nos livros do século XIX, sem as capas de brochura.
Edição ilustrada com 14 gravuras abertas em chapa d'aço e um grande mapa desdobrável (com restauro amador) da Costa Ocidental de Africa entre Molembo e o Rio Dande (realizado por José Baptista d'Andrade em 1858). Aborda assunto etnográficos, geográficos, o comércio e a escravatura, a caça, feitiçaria, cerimónias fúnebres, jazidas de pedras preciosas, etc ...
Faz-se acompanhar no início com uma longa carta de MAnuel Pinheiro cagas e no final uma de José Baptista d'Andrade (autor do mapa que se faz acompanhar a obra).
Alguns dos textos/folhetins do livro foram primeiramente publicados no peródico Diário da Manhã, resultado de uma estada de oito anos, como nos declara o autor na sua introdução:
" ... Este livro não tem a minima pretenção a um livro de sciencia geographica. É tão sómente a collecção de alguns apontamentos colhidos durante uma peregrinação de oito annos na Africa ocidental, conforme ia visitando os diferentes pontos do sertão da vasta e riquissima provincia d'Angola, e tomando nota dos usos, costumes, crenças e fanatismos d'aquelles povos gentilicos.
Não direi que valha alguma cousa como estudo apro-veitavel para obra de maior tomo; o que affirmo, é ser verdadeiro, sobre tudo no que diz respeito à parte puramente descriptiva.
Se o merecimento de um livro de viagens consiste em ser de uma exactidão conscienciosa em todos os seus mais insignificantes pormenores, será esse o unico titulo pelo qual este mereça a benevolencia dos leitores. ...".