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Descrição:
Portugália Editora, Lisboa, (1963). In-8º de 160-(3) págs. Brochado. Lombada com sinais de manuseamento mais intenso, com ligeira perda de papel à cabeça e pé. Vincos nas capas, e ligeiramente empoeiradas. Rúbrica de posse e alguns sublinhados a tinta negra nos capítulos iniciais.
Importante título na edição original, dos mais significativos de toda a bibliografia de Helder, avaliando as diversas edições que conheceu.
Descrição:
Assírio e Alvim, lisboa, 1982. In-8º de 41-(7) págs. Brochado. Exemplar em magníficas condições de conservação. Pequena rúbrica de posse no ante-rosto.
Primeira edição, inserido na colecção Cadernos Peninsulares/ Literatura.
Na opinião de Nuno Júdice, a poesia de Herberto Helder tornou-se um momento ímpar na afirmação daquilo que, em Portugal, se pode considerar como a mais conseguida realização do visionarismo poético ocidental, que recebe a herança de Rimbaud e Lautréamont e passa pelo surrealismo. Herberto Helder é sem dúvida, na opinião de outros críticos literários, o poeta mais importante da sua geração e a mais curiosa e intrigante personalidade do nosso experimentalismo. Radicando-se na tendência surrealista, a sua poesia revela uma excepcional riqueza de recursos expressivos com um grande poder encantatório gerando-se na zona originária do ser em que a criação absoluta torna imperioso ao poema “ ... vencer a fascinação do incriado e impor uma ordem e uma harmonia ao turbilhão interior ...” (António Ramos Rosa).
Descrição:
Contraponto, Lisboa, s.d. (1961). In-8º de 30-(1) págs. Brochado. Ocasionais picos de humidade restrito à lombada. Exemplar impecável com miolo muito limpo. Impressão sobre papel mantegueiro encorpado com acabamento a dois pontos com agrafos, estes, rara e excepcionalmente, com quase nenhuma oxidação.
RARA primeira edição do terceiro livro de Herberto Helder.
PEÇA DE COLECÇÃO
Regressado da Europa em 1960, Herberto Helder torna-se encarregado das Bibliotecas Itinerantes da Fundação Gulbenkian e, por isso, esteve em Santarém entre 1961 e 1963, data em que entrou na Emissora Nacional. Em Santarém, Herberto escreveu e publicou o livro de poesia Poemacto, composto e impresso nas Oficinas Gráficas do "Jornal do Ribatejo", o qual dava cobertura aos artigos de Joel Canhão, de Florindo Custódio, de Carlos Oliveira entre outros sócios ativos do CCS e no qual se publicitava as atividades organizadas pelo Círculo Cultural Scalabitano. Para António Ramos Rosa “a experiência de Poemacto” é onde “a poesia herbertiana sofre uma transformação estrutural, onde o jogo verbal e os exercícios sobre a materialidade da linguagem se tornam então dominantes” (Carta de Herberto Helder a Sophia de Mello Breyner Andresen. Fonte: Espólio de Sophia de Mello Breyner Andresen, BNDP).