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Na officina de Domingos Gonsalves, Lisboa, 1718 (e 1720). In-8º de (14)-539 e (24)-528 págs. ilustrada com uma bonita xilogravura de Cristo na cruz, no primeiro volume. Encadernação coeva, inteira de carneira finamente mosqueada (com defeitos de manuseamento), rótulos de número de ordem de biblioteca no pé da lombada. Lombada com 5 casas abertas, decorada a ouro com florões centrais e filetes duplos, além de rótulo de pele castanha cor de mel com dizeres igualmente dourados. Papel mantendo a sonoridade original. Apresenta carimbos antigos a óleo de instituição extinta, no frontspício. Corte das folhas salpicado a carmim. Raro furinho marginal de xilófado, sem nunca afectar a mancha tipográfica, no segundo volume.
Primeira edição que se distingue da segunda, impressas no mesmo ano, pela numeração das páginas.
Trata-se de um importante título de discursos religiosos sobre vida, envelhecimento e morte, considerado por estudiodos como a mais importante, no género, publicada em Portugal na primeira metade do século XVIII. A obra permite fazer uma historiografia sobre a espiritualidade católica em torno da morte e sua relação com saberes médicos a respeito do corpo e sua idade. Trata-se também de uma obra plena de significados simbólicos e culturais que permitem determinadas concepções religiosas e morais a respeito da vida – do efeito da passagem do tempo no corpo e nas condutas de homens e mulheres – e suas perspectivas de futuro temporal e espiritual, com especial relevo na, e a partir da velhice.
Inocêncio VI,273 e XVII, 87
Samodães, 1183.