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(Editora Gráfica Portuguesa), Lisboa, 1953. In-4º de 28-(4) págs. Brochado. Bonita capa ilustrada por António Domingues. Apresenta duas ilustrações impressas à parte, em papel couché, uma representando um dactiloescrito de um poema, com texto autógrafo e putro, um retrato do autor acomoanhado de um poema impresso.
Ostenta uma dedicatóra autógrafa do compilador Mário Pinto de Andrade.
Edição póstuma de toda a produção conhecida de António Plácido de Abreu (1930-1952), tendo falecido precocemente aos 22 anos de idade.
No texto introdutório, lemos:
" ... Tão perto de nós ainda a morte de António Plácido de Abreu, tão impositiva a realidade pungente do seu desaparecimento, que hoje, as palavras de introdução dos seus poemas trazem o sabor amargo de uma derrota. E muito vivo também o calor emocional transmitido pela sua amizade, para que nos permita uma análise crítica da sua expressão poética.
Com a tristeza, a solidão e o desespero dos seus poemas— tristeza e solidão de campas floridas — vem até nós uma dor profunda, a plena consciência de algo inacabado ...
Este livro regista a sua luta pessoal com as condições físicas de existência e para lá do registo dessa luta, a recriação do seu Anteu, à medida que surgiam esperanças de cura para a doença que o vitimou tràgicamente numa tarde de Outono, sem longas agonias nem apelo. A ambiência desesperada em que viveu está manifestamente expressa
nos «Poemas de Dor». ...".