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sub-título: (*) Tachigrafo, hum professor da nova descoberta de escrever à ligeira, como por cifra se escrevião algum dia Cartas de Amores.
Na Impressão de João Nunes Esteves, Lisboa, 1823 . In-8º de 44 págs. Encadernação moderna, meia inglesa em percalina vermelha. Presererva a "brochura" original. Manchas maginais de tinta ferrogálica coeva, sendo a última página impressa afectada de forma mais intensa, prejudicando por vezes a leitura, sem no entanto haver perda de papel nem estrutura de suporte.
Segunda edição (Inocêncio não tem bem presente as datas das edições originais, dado ele apenas conhecer as segundas edições).
Inocêncio, IV - 303
Maria Regina Tavares da Silva, A Mulher. Bibliografia Portuguesa anotada (1518-1998), p. 125
Segundo Inocêncio, José Daniel Rodrigues da Costa (1757-1832) , " ... natural da cidade de Leiria, e nascido a 31 de Outubro de 1757, conforme as informações que tenho por mais verídicas. Contava apenas dous annos d’ edade, quando foi trazido para Lisboa, e entregue por falecimento de seu pae ao amparo de umas senhoras charidosas, que o educaram e sustentaram, ás quaes depois valeu agradecido em suas precisões, como elle proprio nos declara nas Rimas abaixo mencionadas. Não podendo cursar os estudos superiores aos de primeiras letras e grammatica latina por falta de recursos pecuniarios, acolheu-se á protecção do desembargador Antonio Joaquim de Pina Manique, administrador da Alfandega das Septe Casas, o qual lhe conferiu a administração chamada das quatro portas da cidade e ramo de Belem; e como remuneração dos serviços que ahi prestara obteve a final uma tença, e a propriedade de um officio de escrivão e tabellião de notas em Portalegre. Foi Ajudante das ordenanças de Alemquer, e promovido depois a Major da legião nacional do Paço da Rainha. Casou-se quando contava trinta e um annos d’ edade. Dotado de bom humor, e maneiras affaveis, era bem quisto de todos que o conheciam, e que applaudiam os seus chistes e ditos naturalmente engraçados, e satyricos. Viveu por muitos annos decentemente dos proventos do seu emprego, e do producto dos muitos papeis que imprimia, e que eram bem acolhidos do publico. Sabendo amoldar-se ás circumstancias politicas do tempo, escreveu sucessivamente a favor das idéas liberaes e do governo absoluto. O sr. D. Miguel lhe concedeu uma pensão annual de tres moios de trigo, que pouco tempo desfructou, falecendo aos 7 de Outubro de 1832 em casa propria, na travessa do Forno n.º 2, freguezia de N. S. dos Anjos, em cuja egreja parochial foi sepultado defronte do altar do Sanctissimo. Era de maravilhar a ancia com que nos tempos antigos, pelo testemunho dos que o presencearam, se procuravam os seus escriptos, publicados na maior parte periodicamente, e que (cousa não muito ordinaria entre nós) foram reimpressos ainda em sua vida. – Ver a seu respeito o Ramalhete, vol. III pag. 279 e o Jornal de Coimbra de Maio de 1813, etc. ...".