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Na Impressão de Alcobia, Lisboa, 1823. in-8º de (8)-177-(1) págs. Encadernação coeva, em carneira flamejante, cabeça da lombada e margens das capas com falta de pele. Miolo limpo e fino trabalho de traça nas últimas folhas, afectando a mancha tipográfica sem qualquer prejuízo de leitura. Corte das folhas brunido a pigmento amarelo. Com ex-libris no verso da capa anterior.
As páginas iniciais contêm o Alvará de 30-09-1770, com dedicatória ao Marquês de Pombal e no final, ao longo de uma página, vem uma poesia em latim, em louvor do autor por António Félix Mendes.
Pertence com assinatura de posse de Joaquim José Roiz da Silva (de quem encontrámos referências em documentos relativos à Guerra Civil Portuguesa de 1832 e 1834, de quem é autoria do poema amoroso, datado e assinado) constante no verso da última folha de guarda.
Inocêncio I, 175.
Antonio José dos Reis Lobato, pseudónimo de António Pereira de Figueiredo (1725-1797) pensador jansenista português e “ideólogo” do pombalismo que se dedicou à tradução da Bíblia, foi censor da RMC, autor de estudos sobre gramática latina e portuguesa e de opúsculos sobre o ensino de latim (Tavares, 2014, p.238), publicou a Arte da Grammatica da Lingua Portuguesa pela primeira vez em 1770. Essa obra foi importante para a discussão sobre o vernáculo nacional, a julgar pela sua sistemática reedição, incluindo uma segunda edição pela Typografia Régia, um ano após a primeira edição. O livro contou com, pelo menos, mais duas edições no século XVIII (1778 e 1797) e cerca de uma vintena de reedições e reimpressões até 1869, incluindo uma edição impressa no Rio de Janeiro em 1830 e outra em Paris em 1837, e ainda uma edição crítica pela Academia das Ciências, em 2000.
Reis Lobato debatia sobre a importância da composição da sua gramática, afirmando que as anteriores (Oliveira (1522); Barros (1540); Roboredo (1619), Pereira (1672) e Argote (1721)) tinham diversos problemas, entre os quais se destaca o fato de se basearem na gramática latina. Para Reis Lobato, o objectivo era ensinar a língua portuguesa antes de qualquer outra língua, descartando a fomra da gramática latina. Esse ponto de vista pode ser relacionado ao objetivo de Pombal de afirmação de Portugal como nação.