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Universidade de Coimbra, Coimbra, 1967. In-8º de CXLV-257-(1) págs. Brochado (com picos de humidade). Miolo muito limpo ostentando uma dedicatória autógrafa de Giacinto Manupella e Salvador Dias Arnaut.
O Livro de Cozinha de Infanta D.Maria é um manuscrito do século XV que se encontra na Biblioteca de Nápoles é considerado como um dos documentos mais relevantes da nossa história gastronómica ao mesmo tempo que o mais antigo livro de receitas portuguesas conhecido. O manuscrito, que foi designado por Trattato di Cucina Spagnuolo mas atualmente conhecido por O Livro de Cozinha da Infanta D. Maria de Portugal, foi estudado por Giacinto Manuppella e Salvador Dias Arnaut . Trata-se de uma compilação pragmática e disciplinada de vários saberes relacionados com culinária, instrumentos de cozinha e de “medicamentação caseira” que ficaram reunidos e revelam informação interessante sobre a organização da cozinha de uma senhora da alta nobreza italiana. Este prontuário da cozinha contém 67 receitas separadas por 4 secções: manjares da carne (25 receitas), ovos (4 receitas), leite (7 receitas) e conservas (24 receitas).
Filha de D. Duarte, neta do rei D. Manuel I, a Infanta D. Maria de Portugal, Duquesa de Parma e Placência casou-se em Bruxelas com Alexandre Farnésio, 3º Duque de Parma, Placência e Guastalla. Quando viajou com o marido para Itália levou consigo o manuscrito de 73 folhas encadernado em carneira que, hoje, pertence à Biblioteca Nacional de Nápoles e tem o nome de O Códice Português I. E. 33. Este pode ter sido um guia de cozinha para a singela corte que acompanhou D. Maria. Fazia parte da pequena biblioteca pessoas da infanta que certamente o levou para colmatar as saudades das terras lusas, aquando o seu casamento em Bruxelas com Alexandre Farnesio. O manuscrito não está assinado, nem tem data, não foi redigido para ser um compêndio gastronómico, mas sim o registo gradual de informação útil e experiente de uma família e de uma casa.